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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Keep you in the dark you know they all pretend

Somos todos mentirosos; fingidores.
Venho até aqui para confessar isso. A verdade. Não adianta mais fingir, todos já sabem.
A maior e a mais constante mentira que contamos todos os dias é o simples e polido "estou bem."
Normalmente, nunca estamos realmente bem. Claro que podemos estar melhor do que a grande maioria. Temos saúde, comida na mesa, uma família e amigos para nos apoiarem.
Mas isso não tem a ver com o "estar bem" que eu me refiro. Estar bem é sentir se bem consigo mesmo e não ter que fingir nada para ninguém. Somos humanos e não personagens.
Você, garoto, não significa que só por que você não é um Edward Cullen, que você não é especial. Você é real. Você tem defeitos e qualidades.
Você, garota, que não é nenhuma personagem fictícia perfeita (não lembro de nenhuma agora, por que eu ando lendo muito Chick Lit, e só o personagem é perfeito) , você também é real. Você sangra. Por mais que você não queira admitir, o seu sangue ferve e corre por suas veias. Você quebra.
(Nada contra os personagens fictícios, afinal, o que seria de nós se não fossem os livros?!)
Alguém já leu algum livro da serie Madison Avery? Eu estou lendo o livro um e estou gostando muito, mas o meu ponto é que, nesse livro Madison nota que deixou de fazer muitas coisas em sua vida só para ser aceita no grupo dos populares. Ela é um tanto nerd e adoraria fazer parte do grupo de fotografia, mas para não ser taxada ela acaba criando um personagem e mesmo assim é taxada de esquisita.
Ou seja, PARE DE FINGIR SER ALGUÉM QUE VOCÊ NÃO É!  
Além de ser algo totalmente irritante é vergonhoso, por que se você não se gosta do jeito que você é, tu realmente acha que alguém vai gostar?
As pessoas acabam gostando do seu personagem e não de você. E você fica preso a ele. Mas no fundo você ainda é aquele cara, nerd, cool, geek, e qualquer outra tribo que queira se manifestar dentro de você.
Então, quando te perguntarem se você está bem, sua resposta também vai ser falsa, por que você já é um fingidor. Você tem medo de ser você mesmo.
Eu sei que é um saco isso, tem toda aquela coisa de bulling e stuffs, mas é melhor sofrer bulling por ser você mesmo do que fingir se outro alguém para ser aceito.
E se não te aceitarem por quem você é, é por que eles não te merecem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Too close to confort

Cansei de ver as pessoas reclamando do tédio e não fazerem nada para exterminá-lo. Você está entediado, desligue a TV e vá ler um livro.
Nos livros, você torce por um personagem, e mesmo que ele não seja perfeito, você ainda assim gosta dele, afinal, ninguém é perfeito na vida real.
Um exemplo disso é o filme Shrek. Todo mundo gosta. O motivo é o mais simples: Ninguém tem que ser perfeito para ter um final feliz.
Todo mundo merece sorrir. A vida é tão dura conosco e nos reclamamos de barriga cheia.
Você está entediado? Desligue o radio e vá ajudar um necessitado.
Cansei dessa coisa de "ninguém me entende!". Se ninguém te entende é porque você não se abre com ninguém! Essa semana, quantas vezes você conversou com os seus pais? O "Bom dia / Boa noite!" e o "Como foi o seu dia?" (quando você não está nem um pouco interessado em saber...) não conta.
Você está no twitter, msn ou qualquer rede social você diz: Por que os meus amigos daqui moram longe?
Mas no fundo você sabe a resposta.
Você prefere esses seus amigos que estão longe do que aqueles que estão perto porque eles não podem te magoar. É simples. A falta do contato cara a cara que faz isso. A convivência te faz se acostumar com as coisas do jeito que elas estão e se algo sai do eixo é como se o teu mundo tivesse caído. Drama. Eu sei que é. Afinal, eu também tenho sentimentos. Eu sei como é ser magoada por pessoas na qual você não queria. Eu sei como é se decepcionar com os amigos e com a família. Todos sabem.
E é por isso que gostamos dos que estão longe. Por que eles não nos machucam.
E esse medo que nos aproxima de uns, nos faz afastar dos outros. Repelimos os próximos com medo das feridas e nos distanciamos para não sentimos dor.
É triste isso, mas está se tornando comum.
Então, é só uma proposta. Não posso obrigar a ninguém que não queira a fazer isso.

Mas que tal, quando os seus pais chegarem em casa cansados depois de um dia cheio no trabalho você sair das redes sociais por meia horinha apenas e perguntar como foi o dia deles e contar a eles como foi o seu. Mesmo que você tenha ficado em casa o dia todo. Conte que, sei lá, você lavou a louça e tomou chá porque a Coca-Cola estava sem gás. Conte uma piada. Ligue ou visite um amigo que mora próximo de você. Pergunte se ele vai bem. Se importe.
E mesmo assim, se futuramente eles te magoarem, você terá a consciência limpa. Pois você fez sua parte. Você se importou, mas se eles não te valorizaram isso já não é problema seu.
Aproveite a oportunidade então, para fazer novas amizades. Para sair. Respirar.

Afinal, a vida é muito boa, quando não se tem medo dela.

Então, não tenha medo de se aproximar daqueles que você ama e dos que te amam.